Existo em tuas mãos
animais extintos
espumas exauridas
de tanto ir e vir
no mesmo tipo de mar
meu pensamento é DEUS qu inventa
a sombra é a passarela que chama luz
meu assassinato é espreguiçar-me em teu atos
respirar tua doença
existo em tuas mãos
minhas algas querem mais mergulhos iluminados
o fundo do mar é o lugar do amor mais adequado
lá no fundo estamos sempre acesos
dentro do espelho a água viva amorna
minhas ideologias
estou acelerada
quero respirar
e permancecer dentro ao mesmo tempo
quero que o fluido me engula contente
me eninhe em seu dente
no canto da boca onde o sonho é mais feliz
um dia me disseram:
"de longe os bois são pedacinhos de algodão"
então permaneci quieta
joguei s óculos fora
e pesquei nuvens
até pastar.
ADÉLIA COELHO
cITAÇÃO DE ELDER HERICK
Quem sou eu
- Adélia Coelho Vulgo:Flor
- "Quem ama até perder o nome? Num tempo sentado em seda,uma mulher imersa cantava o paraíso.Aquela que quer saber em que parte se morre,para ter uma Flor e com ela atravessar vozes leves e ardentes.Uma mulher desviada para inocência de todos os ventos...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
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No Silêncio das Montanhas a Linguagem dos Ventos
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Sexta-feira, Novembro 20, 2009
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Faltou luz
e você não me chama para perto
teu abraço-túmulo incerto
enterro em tuas pupilas agora o ócio
tuas escolhas nunca serão óbvias
mas sinto que não sou eu que
posso iluminar-te
todo o teu bairro desmaia numa
solidão de sombra universal
e você não me chama para perto
nosso perto nunca existiu
a luz acendeu
e nosso abraço terminou de morrer
voltasse para o computador
e eu para o verso.
Adélia Coelho novembro de 2009
e você não me chama para perto
teu abraço-túmulo incerto
enterro em tuas pupilas agora o ócio
tuas escolhas nunca serão óbvias
mas sinto que não sou eu que
posso iluminar-te
todo o teu bairro desmaia numa
solidão de sombra universal
e você não me chama para perto
nosso perto nunca existiu
a luz acendeu
e nosso abraço terminou de morrer
voltasse para o computador
e eu para o verso.
Adélia Coelho novembro de 2009
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Sou tua certeza enjaulada
dentro da praia
com frio,a areia
meus irmãos graõs
meus graõs irmãos
sou tua lerdeza estampada
por dentro dos canhões de luz que iluminam
as ondas,sou a faísca que foge
sou a irmã amputada
ingênua,órfã,jogada no lixo
sou tua consciência amanteigada
tua complascência desavergonhada
sou aquela música que passa
atravessa os tímpanos suados
levanta os pelinhos da janela encabulada
sou aquela que ninguém sabe
que ninguém vê
sou a pergunta que cala
danço com os orgasmos..
a única coisa que sei é o prazer que me dou com as mãos
em palavras e líquidos poéticos.
sou a menina que grita de prazer!
Adelia Coelho novembro de 2009
dentro da praia
com frio,a areia
meus irmãos graõs
meus graõs irmãos
sou tua lerdeza estampada
por dentro dos canhões de luz que iluminam
as ondas,sou a faísca que foge
sou a irmã amputada
ingênua,órfã,jogada no lixo
sou tua consciência amanteigada
tua complascência desavergonhada
sou aquela música que passa
atravessa os tímpanos suados
levanta os pelinhos da janela encabulada
sou aquela que ninguém sabe
que ninguém vê
sou a pergunta que cala
danço com os orgasmos..
a única coisa que sei é o prazer que me dou com as mãos
em palavras e líquidos poéticos.
sou a menina que grita de prazer!
Adelia Coelho novembro de 2009
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Merda de biscoito ilegal
atravesse o doce imaginário
desta ternura que te mente,que te mete
você já tomou no cú?
O cú das plantas é a boca
que recebe todo o beijo mórbido
de qalquer natureza indiferente
quero experimentar mais leite no seio
quero mais arranhões no ventre deserto
quero suspirar lentamente meus farelos
sobre tuas sementes desnaturadas
quero ser filha da alma
quero comer tua primeira migalha
mas não me chame quando o biscoito acabar.
Adelia Coelho novembro de 2009
atravesse o doce imaginário
desta ternura que te mente,que te mete
você já tomou no cú?
O cú das plantas é a boca
que recebe todo o beijo mórbido
de qalquer natureza indiferente
quero experimentar mais leite no seio
quero mais arranhões no ventre deserto
quero suspirar lentamente meus farelos
sobre tuas sementes desnaturadas
quero ser filha da alma
quero comer tua primeira migalha
mas não me chame quando o biscoito acabar.
Adelia Coelho novembro de 2009
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Teu amor é escafandro
respiração que fere
transpiração que nunca me sugere
o beijo morreu na estante cheia de livros
o beijo morreu pelos mosaicos psicodélicos da cozinha
o beijo morreu por entre os lírios tristes do jardim que sou
teu amor me pede trégua-tempo-ar
teu amor,a cada segundo faz-me mais sangrar
o sexo morreu no primeiro fio
que a cama teceu
o sexo morreu
quando o toque vrou horror
preciso morrer para ti.
Adélia Coelho-novembro de 2009
respiração que fere
transpiração que nunca me sugere
o beijo morreu na estante cheia de livros
o beijo morreu pelos mosaicos psicodélicos da cozinha
o beijo morreu por entre os lírios tristes do jardim que sou
teu amor me pede trégua-tempo-ar
teu amor,a cada segundo faz-me mais sangrar
o sexo morreu no primeiro fio
que a cama teceu
o sexo morreu
quando o toque vrou horror
preciso morrer para ti.
Adélia Coelho-novembro de 2009
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Preciso descer pelo pior abismo
dentro do talo da planta
queimo,líquido em líquido
a parte de mim que chamava-se juízo
dentro do coração amargo
os doces de ontem
as sobras do bolo de aniversários assassinados
preciso subir pelo melhor céu
dentro do reboco do caos
choro,sólido em sólido
a parte de mim edifica-se sonho
estou pedrificando os orientes
erguendo antigos punhos e dentes
acomodo-me
meu modo de ver é turvo
é insuficiente
preciso dizer pela maior palavra que há
falta tudo.
não consigo espirrar mar
espero do outro lado da ponte
que o peixe,reconheça-me
além da escama
que o sol alivie,mesmo de longe
minha dor-amar.
Adélia Coelho novembro de 209
dentro do talo da planta
queimo,líquido em líquido
a parte de mim que chamava-se juízo
dentro do coração amargo
os doces de ontem
as sobras do bolo de aniversários assassinados
preciso subir pelo melhor céu
dentro do reboco do caos
choro,sólido em sólido
a parte de mim edifica-se sonho
estou pedrificando os orientes
erguendo antigos punhos e dentes
acomodo-me
meu modo de ver é turvo
é insuficiente
preciso dizer pela maior palavra que há
falta tudo.
não consigo espirrar mar
espero do outro lado da ponte
que o peixe,reconheça-me
além da escama
que o sol alivie,mesmo de longe
minha dor-amar.
Adélia Coelho novembro de 209
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Meu ciúme é do tempo
teu olhar nunca me fotografou
tua curva nunca conheceu as pedras dos meus sapatos coloridos
meu ciúme é mera desculpa
não,não há sentimento!
há forros ocos,há folhagens densas,há sementes antigas
de mágicos girassóis
o meu olhar quer nascer na boca do tempo
quer ver o ciúme do sol
qer sentir o carinho do vento
não,não há sentimento!
minha promiscuidade é sutil
minha sacanagem é sagrada e despachada
quere o colo ávido
a pele flácida
o deejo melado
o pus vermelho
o ânus quente
quero o DEUS intransigente
o anjo trangressor,imcompetente
quero a corda firme
dos versos soltos
e todos os precipícios árduos
por meus seios mortos
quero e nunca poderei ter.
o meu ciúme é do tempo
não sei amar
quero.
Adélia Coelho novembro de 2009
teu olhar nunca me fotografou
tua curva nunca conheceu as pedras dos meus sapatos coloridos
meu ciúme é mera desculpa
não,não há sentimento!
há forros ocos,há folhagens densas,há sementes antigas
de mágicos girassóis
o meu olhar quer nascer na boca do tempo
quer ver o ciúme do sol
qer sentir o carinho do vento
não,não há sentimento!
minha promiscuidade é sutil
minha sacanagem é sagrada e despachada
quere o colo ávido
a pele flácida
o deejo melado
o pus vermelho
o ânus quente
quero o DEUS intransigente
o anjo trangressor,imcompetente
quero a corda firme
dos versos soltos
e todos os precipícios árduos
por meus seios mortos
quero e nunca poderei ter.
o meu ciúme é do tempo
não sei amar
quero.
Adélia Coelho novembro de 2009
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